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domingo, 19 de maio de 2013

EU BEIJARIA E COMERIA CAZUZA


Eu Quero Mel
Olha a toca
Que o meu negócio é cair logo de boca
Olho a olho
Que dessa fruta eu já chupei o caroço
Eu sou um cara bem sambado
Conheço tudo o que é escuro
E o que é cruel
O que é cruel no mundo
Eu já aprendi de dez
Agora eu quero mel
Todo o mel
Que eu puder sugar
Que eu puder jorrar
Pra te dar.
Eu Beijaria e Comeria Cazuza
Melissa Blanc
E não é que ele queria Mel mesmo?

Beijaria Cazuza na boca com todas as línguas que tenho.
Beijaria Cazuza com doçura e sobreviveria dos seus ferrões facilmente.
Não comeria a Madonna e muito menos Caetano
Mas, devoraria cada palavra de Cazuza com a intensidade de um canibal faminto.
Suas virgulas de entrada, interrogações de prato principal
Exclamações de sobremesa.
Repetiria quantos pratos fossem necessários para me satisfazer.
Beberia seus conflitos para digerir cada palavra dita.
Sim, eu beberia litros de Cazuza já pela manhã.
Brindaria durante o dia e entornaria a última gota ao deitar.
Eu nadaria na piscina de Cazuza para me livrar do esgoto.
Eu viveria seus pesadelos para poder ter uma noite boa de sono e acordar com a chuva caindo.
Sugaria suas verdades e jorraria todo o mel que tenho para dar.
E com nossas letras e músicas viveria um dia após o outro.
Viveria um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida.
Viveria todo amor que houver nessa vida...
Com algum remédio que nos dê alegria.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

LOUCA...LOUQUINHA!


Estou percebendo que até uma louca consciente precisa perder a consciência um pouco e aderir mais a loucura. Deus protege quem é do bem sim, mas Ele só criou o mundo e nós criamos tantas coisas alem...
Criamos sentimentos, pensamentos, angustias e reflexões. Criamos o homossexualismo, o racismo, o egoísmo e toda aquela forma de amor idealizada.
Complicamos os dias e fazemos um vendaval interno para nada!
Descobri que o sorriso faz parte da sobrevivência e nada nem ninguém tem o direito de nos tirar isso, não permito.
Aprendi a acordar e acelerar algumas etapas, não me importo se falam da minha saia curta e se estou com o cabelo bagunçado. Não escuto conselhos, sou eu e minha existência.
Deixei de usar o espelho da parede para olhar no espelho interno e a partir disso pude perceber o quanto a imagem fica mais bonita.
Falo que amo, que me apaixono e que não estou afim. Falo que sinto saudades e que tenho vontades. Falo, falo... Falo mesmo! Tão alto que lá do outro lado podem me ouvir.
Escuto o som que quero, faço música com martelo. Sou doidinha de pedra, sou um susto engraçado que até nas próprias indecisões consegue se decidir. Não me importo com as aparências, idades e razões. Sou emoções!
Não sou de papel, não beijo parede e não deixo frases pela metade. Sou eu, objeto da verdade!
Não fico inventando frases de reflexões e fazendo questão de mostrar o que sinto. Isso é bobagem, não leva a nada. Sou a mochila nas costas de um bom viajante, cheia de bagagem de roupas sujas e limpas misturadas.
Sou sede no pote, mandante dos pensamentos. Minhas melhores inspirações partem de mim, minhas melhores ilusões são criadas aqui dentro.
Não me tranco nos momentos, não questiono, soluciono!
Respostas não preenchem, causam duvidas. E nessa loucura consciente quebro as barreiras da mente. Quebro o copo no chão, quebro qualquer situação.   


quarta-feira, 27 de março de 2013

MUSIC FOR ME...


A música é a terapia mais verdadeira e com resultados que conheço. 
Não sou de andar com fone de ouvido pelas ruas, mas chego a dormir escutando um bom e pesado trance.
Ela me relaxa, proporcionando felicidade e uma emoção inexplicável para o meu eu. 
Aprendi a deixar o som entrar em mim e eu nele, a partir disso minha paixão musical só vem aumentando a cada dia. É necessário acima de tudo saber sentir. Como as batidas do coração de um bebê, cada bpm é essencial para sua formação.
Vejo muita gente falando que toca e virou DJ, assim do nada. Mas, que não tem a menor estrutura musical para se aprofundar no assunto. Não adianta colocar um pen drive pronto e levantar a mãozinha para fazer cena. As pessoas que não chegaram ao nível de entrega total não tem a menor noção do que estão ouvindo e com certeza acharão lindo champanhes explodindo com fogos de artifício e um personagem fantasiado feito louco pulando na cabine. Eu já fui assim também, mas hoje coisa ruim me incomoda.
A primeira vez que fui a uma rave tive medo. Acreditava que encontraria pessoas se drogando e praticando sexo ao ar livre, isso é a primeira coisa que vem na cabeça. Cheguei e fiquei praticamente o tempo todo no backstage. O pouco que saí analisei a tudo e a todos e achei incrível, é uma tribo fiel! Não soube de nenhuma briga. Todos felizes curtindo o som. Elas não estavam lá para azarar ninguém, queriam música, era um momento de liberdade.
Fiquei durante uma apresentação inteira sozinha na frente do palco, ainda nem sabia dançar. Fiz um buraco no chão de tanto que pulei. Aquele momento foi mágico, vi que não conseguiria mais sair desse novo mundo. Sobre a parte das drogas, sim elas existem em todos os lugares da face da terra.  
Quem usa faz isso em casa, no trabalho ou em qualquer canto. Não é por que as pessoas estão ali felizes que precisam estar usando alguma coisa, esse tipo de informação faz parte do universo hipócrita da sociedade que prefere viver de aparências.
Caí de cabeça mesmo, fiz amigos novos que levarei pra sempre comigo, comecei a estudar sobre os estilos e suas vertentes. Quem não conhece acha que é tudo Techno, música eletrônica e ponto. É um universo riquíssimo e quando comecei a reconhecer esses estilos e parar na batida certa, aí já era tarde, estava completamente envolvida.
A música despertou em mim paixão, emoção, amor, atenção e as sensações mais prazerosas. A vida além de ser um palco é movida a musica. Quem nunca se viu em uma letra? Os bebes escutam, as grávidas, os animais...isso é pura terapia!
Outra coisa que as pessoas não sabem é que o profissional que produz e toca muitas das vezes tem outros trabalhos paralelos e não ficam presos só a um estilo. Para tocar bem tem que ouvir de tudo, ter coragem para arriscar e criar.
Quando falo que meus estilos preferidos são Trance, psy e full on, vejo a reação de espanto estampada no rosto das pessoas. Como alguém escolhe batidas tão pesadas e ao mesmo tempo consegue ser delicada no dia a dia? Sou intensa, gosto do barulho e das passadas que elas nos proporcionam, falo que são de raízes. Mas, como é uma tribo mais fechada aprendi a incorporar outros estilos, mesmo por que comecei a deixar os amigos agitados demais querendo ouvir só isso nas festas. A música tem esse poder também, por isso o profissional precisa estar antenado na pista, pra saber o momento certo de levantar e acalmar o público.
A essência vem de dentro, mas o bom senso é pura arte de observação. Fica a dica!                                 

Melissa Blanc - aka M.Bee


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