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sábado, 18 de maio de 2013

ADOÇÃO SEM PRECONCEITOS-DOAÇÃO DE AMOR


A saia é curta, custou caro e parcelou em várias vezes para usar em uma noite que talvez nem dê em nada. Gastou tempo, dinheiro e disposição para se equilibrar no salto e fazer pose para os que te rodeiam. Ok! Faz parte da convivência social e do mundo que vivemos, coisa de sobrevivência. Mas já pensou que sua saia poderia alimentar várias bocas? Esse amor que anda desperdiçando por pessoas incapazes e sem valor algum poderia proporcionar felicidade em muitas outras, sabia?
Ninguém pensa, somos criações da futilidade e individualismo. Não temos tempo de pensar nos outros e muito menos nas suas necessidades. Acho repugnante uma pessoa virar e falar: “os gays querem adotar crianças, imagina como elas irão crescer, que valores terão?”
O problema é justamente esse. Quantas crianças permanecem em abrigos e são desprezadas até completar a maioridade? A vulgo sociedade de valores “conservadores” insiste em manter princípios desgastados, que não valem de nada no mundo em que vivemos. Mundo que não está mudado e sim mais revoltado com essas questões. O que seria melhor, uma criança adotada por pessoas do mesmo sexo que tem totais condições de doar amor e esperança ou uma criança que ficará trancafiada em abrigos e orfanatos até completar 16 anos e se tornar um marginal de asfalto?
Escolhem cor de pele, cabelos, olhos...escolhem peso. Criam animais manipulados para não sentirem fome, frio e apego. Criam aparências e não sentimentos.
O apego se propaga cada vez mais, ele é o causador de doenças incuráveis que tem sido o terror da humanidade e mesmo assim apostam nisso.  A farsa mais descarada de todas!
Vivemos de mentira, da falta de coragem e de consciência. Vivemos apenas por viver, sem nos importarmos com nada e ninguém.
Somos fantoches de um submundo imundo e sensacionalista que se nutre da desgraça alheia. Que bate no peito pra falar que seu time é o melhor do campeonato e que seu carro tem sei lá quantos cavalos. A televisão te faz acreditar que realmente existem famílias “dorianas” e cabelo sedosos. Ocupam horas da sua vida te fazendo uma lavagem cerebral que não leva a nada. Tenho vomitado palavras para os que ainda vivem de conceitos e tenho me realizado no enjoo dos que me censuram por apoiar essa causa. Admiro essas pessoas que assumem o que são e mesmo no meio da discriminação ainda conseguem lutar pelos seus direitos e pelos direitos de terceiros.
Cheguei à conclusão que polêmica não são surtos e sim debates. Alguém já se imaginou doando energia e esperança para outra pessoa? Alguém já tentou se colocar no lugar de quem o assusta? Certamente não! Somos o individualismo humano, os caprichos manipulados por uma sociedade insana que insiste em fazer tipo para agradar um gênero incapaz de ser autêntico. Um conflito que jamais dará frutos e dificilmente conjugará o verdadeiro verbo "amar". Se não pode adotar ou simplesmente ajudar voluntariamente, não subestime os que são capazes. Esses sim, são guerreiros e heróis para seus filhos.

ATENÇÃO, lista de orfanatos em todo o Brasil: http://www.padrinhonota10.com.br/






quinta-feira, 18 de abril de 2013

LOUCA...LOUQUINHA!


Estou percebendo que até uma louca consciente precisa perder a consciência um pouco e aderir mais a loucura. Deus protege quem é do bem sim, mas Ele só criou o mundo e nós criamos tantas coisas alem...
Criamos sentimentos, pensamentos, angustias e reflexões. Criamos o homossexualismo, o racismo, o egoísmo e toda aquela forma de amor idealizada.
Complicamos os dias e fazemos um vendaval interno para nada!
Descobri que o sorriso faz parte da sobrevivência e nada nem ninguém tem o direito de nos tirar isso, não permito.
Aprendi a acordar e acelerar algumas etapas, não me importo se falam da minha saia curta e se estou com o cabelo bagunçado. Não escuto conselhos, sou eu e minha existência.
Deixei de usar o espelho da parede para olhar no espelho interno e a partir disso pude perceber o quanto a imagem fica mais bonita.
Falo que amo, que me apaixono e que não estou afim. Falo que sinto saudades e que tenho vontades. Falo, falo... Falo mesmo! Tão alto que lá do outro lado podem me ouvir.
Escuto o som que quero, faço música com martelo. Sou doidinha de pedra, sou um susto engraçado que até nas próprias indecisões consegue se decidir. Não me importo com as aparências, idades e razões. Sou emoções!
Não sou de papel, não beijo parede e não deixo frases pela metade. Sou eu, objeto da verdade!
Não fico inventando frases de reflexões e fazendo questão de mostrar o que sinto. Isso é bobagem, não leva a nada. Sou a mochila nas costas de um bom viajante, cheia de bagagem de roupas sujas e limpas misturadas.
Sou sede no pote, mandante dos pensamentos. Minhas melhores inspirações partem de mim, minhas melhores ilusões são criadas aqui dentro.
Não me tranco nos momentos, não questiono, soluciono!
Respostas não preenchem, causam duvidas. E nessa loucura consciente quebro as barreiras da mente. Quebro o copo no chão, quebro qualquer situação.   


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