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sábado, 1 de dezembro de 2012

ESSE CARA NÃO É SEU!

Eu adoro as músicas do Roberto Carlos, tem umas letras ótimas pra escutar em dias de TPM quando a sensibilidade vem à tona e fico refletindo que se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi, mas essa do tal carinha que tem tocado ultimamente já deu no saco. 
 É quase uma forma de chamar a mulher de otária e burra. Sem noção alguma o que ele fala superando todas aquelas cantadas toscas que conhecemos, as desculpas esfarrapadas e na boa, é uma mentira atrás da  outra na maior cara de pau. 
 Esse cara da música se acha a última bolacha do pacote, um exibido e convencido. Isso sim! 
 O pior de tudo é que o povo adora e fica imaginando que realmente existe algum homem assim, em algum canto do mundo. 
 Hoje fiquei irritada, todo lugar que entrava estava tocando isso. Farmácia, supermercado, loja e até no sinal parou um carro do meu lado escancarando na caixa de som. Não aguentei, fiz uma versão mais real da letra. Criei uma tradução para cada trecho mal interpretado.
 Esse cara na verdade é esse e com certeza não é seu. 

ESSE CARA NÃO É SEU 
 O cara que pensa em você enquanto faz hora 
 Que fica nervoso quando você demora 
 Que está todo tempo querendo te ter 
 Por que não consegue sentir prazer sem você 
 E no meio da noite te chama 
 Pra dizer vem pra cama 
 Esse cara não é seu 
 O cara que sempre te enche o saco 
 Faz de tudo pra você não seguir seus passos 
 Tem sempre ao seu lado uma nova mulher 
 Se acha o melhor, que todo mundo quer 
 Pra você se faz de amigo 
 Mas é seu inimigo 
 Esse cara não é seu
 O cara que enrola você do seu jeito 
 Que depois do amor critica seu peito 
 Te embaraça os cabelos, te deixando um horror 
 Te fala besteiras, te causa dor 
 De manhã você acorda infeliz 
 E meu cinismo diz 
 Esse cara não é seu 
 Esse cara não é seu 
 Eu sou o cara errado pra você 
 Que fica feliz enquanto você chora 
 Que depois de conseguir o que quer vai embora 
 Esse cara não é seu 
 Esse cara não é seu 
 O cara que sempre te espera faminto 
 Que arranca com o carro quando você vem vindo 
 Te morde a boca, fala que você quis 
 Começa a mentir e te diz 
 Que precisa ir embora, que o trabalho o chama 
 Ele não te ama 
 Esse cara não é seu 
 Esse cara não é seu 
 Esse cara não é seu 
 Esse cara não é seu

domingo, 4 de novembro de 2012

SIM, O AMOR É BREGA!

O amor é a palavra, atitude, sentimento e comportamento mais brega que existe. Ele nos faz ouvir músicas melosas e escrever poesias. Passamos horas contando estrelas no céu e andando pelos cantos suspirando. As músicas mais bregas falam de amor, isso quer dizer que os casais apaixonados são completamente bregas. Eles andam de mãos dadas em público sem o menor problema e receio de serem observados pelos curiosos de plantão. Brega também pode ser uma declaração de amor, um eu te amo, estou com saudades. Brega é aquele que toma atitude e não fica com vontade,que sem horários manda mensagens para você. Eu por exemplo fico brega quando começo a escutar Falando Sério de Roberto Carlos e aquele repertório caprichado de karaokê. Praticamente viro uma cantora de churrascaria na sala de casa, já teve vizinho batendo na minha porta pra saber se está tudo bem. Sou daquelas que mergulha tanto até quase se afogar. Só não me afogo por que tenho uma boia oculta que me puxa pra superfície sempre que estou indo muito além. Já levei muitos caldos nessa de me apaixonar, mas estou aqui pronta para novos mergulhos. Sempre falo que as pessoas passam por nossas vidas como ondas. Umas nascem fraquinhas quebrando, outras chegam avisando e tem as que te engolem. É como a lei do mar, tem que respeitar o espaço e esperar a onda certa passar pra pegar. As pessoas deveriam se apaixonar mais, a vida fica mais leve, mais cor de rosa... positiva e doce. Fico vendo tanta gente com medo de se entregar, medo de perder, de ser traída, de sofrer. Infelizmente tudo isso faz parte, é um risco. Mas que graça tem se não tentar? É bom sofrer por amor, é a certeza que temos sentimentos, que somos reais e não fictícios. O poeta só escreve quando sofre. Os textos mais bem escritos e as letras mais intensas nascem dos maiores sofrimentos. Um amor não correspondido, platônico,obcecado ou daqueles pra vida toda. Não importa o grau e sim sua existência. Não deveria ser sofrido, mas o ser humano com a mania de complicar cria obstáculos para quem sabe temperar a relação. Acho que para fluir em total acordo um casal primeiramente precisa estar em sintonia, ser verdadeiro, parceiro e respeitar o espaço do outro. Não sou puritana para falar que sexo não é importante, claro que é! Sexo é tão importante quanto todos os quesitos citados, é o conjunto da obra que te levará ao paraíso. Tem coisa mais brega que ouvir: “hoje te levarei ao paraíso!”? Pode até ser estranho, mas Adão e Eva foram os primeiros a provar dessa breguice e depois deles muitos já experimentaram. Nos contos de fadas todos são felizes por que são bregas. Já percebeu as roupas dos príncipes, aquelas calças coladas e coloridas? Os cachos baby lise das princesas e seus sapatinhos? São eles que alimentam nossos sonhos desde crianças, que fazem serenatas e jogam suas tranças com um fundo imaginário. Por que tenho certeza que como eu, você também imagina o cenário enquanto uma história é contada e se vê dentro dela. O amor tem o perfume das rosas, o por do sol e o nascer da lua cheia. Tem o poder de alimentar e tirar toda sua fome. Por alegria ou felicidade acabamos perdendo uns quilinhos, essa é uma das vantagens. Ando um pouco brega ultimamente, não sei se é a matéria que estou preparando que fala sobre encontrar alguém tem mexido comigo ou se alguém está mexendo, mas tenho escutado Roberto Carlos, admirado a lua e de vez em quando me pego suspirando pelos cantos. É, o amor não escolhe a data, chega de mansinho e quando vemos estamos assim...bregas! E para finalizar meu momento mulherzinha apaixonada deixo as frases da minha amiga confidente Marcela Penteado, que após assistir ao documentário “Vou Rifar Meu Coração”, da diretora Ana Rieper, descreveu brilhantemente essa situação. Esse filme eu não perco, já com esse título imagino o que deve ter no conteúdo. Quem sabe eu não rife o meu coração também. “Dizem que o amor é brega, melado, sofrido... O brega é o que sente, quem se manifesta e se expõe. Brega é sentir arrepios, é um beijo no sereno, um encontro marcado, um esbarrão combinado sem saber o que poderá acontecer depois. Brega é sentir saudades, é não querer que acabe um filme para não ter que se despedir. Brega é não fazer tipo e ser simplesmente você. É andar de mãos dadas e se permitir sem se preocupar com o público. A felicidade é a breguice natural e mais satisfatória que existe” (Marcela Penteado)

segunda-feira, 19 de março de 2012

A PAGINA ARRANCADA


Censurado!
Definitivamente não sei mais como expressar minhas palavras sem causar desgaste emocional nas pessoas. Meu diário passou o final de semana inteiro trancado na redação, perdido, vagando e sendo lido e relido por sei lá quem.
Estou me sentindo mais nua que coelhinha de playboy agora. Apalpada na memória e vasculhada da cabeça aos pés.
Tudo bem que minha vida é um livro aberto, mas se já forneço palavras públicas e de fácil acesso pra que invadirem meu arquivo pessoal também? Não curti, estou passada!
Arrancaram justamente a página do desabafo, aquela que escrevi ouvindo Roberto Carlos na mais profunda fossa e revolta.Apagaram um dia inteiro da minha vida pra que não sei.
Ontem a noite o João ligou pra tirar satisfação de algumas coisinhas que só meu diário sabia e como não sou nem um pouco desconectada sei muito bem que no sábado ele deu plantão na edição.
Eu preferia que todos os guardinhas do prédio lessem meus escritos no lugar dele, estou que não me agüento de vergonha de chegar hoje e dar bom dia sem que me lembre desse detalhe.
Também tem uma coisa, quem procura acha e as duas regras femininas são não mexer na bolsa de uma mulher e jamais ler seu diário. Pode ser prejudicial a saúde de ambas as partes, tanto do leitor como do autor. Tudo bem, é seguir em frente como se nada tivesse acontecido, hoje é outro dia e preciso organizar muita coisa no trabalho.

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